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COMUNICADO
UMA LEI, UMA PROMULGAÇÃO E UMA PETIÇÃO
O Presidente da República
promulgou ontem, dia 11 de Julho, o diploma referente às questões da Procriação
Medicamente Assistida e outras matérias com ela relacionadas.
Vem assim o Comité
Pró-Referendo à PMA declarar o seguinte:
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Queremos desde já saudar o Senhor
Presidente da República, pelas considerações que dirigiu aos cerca de 82 mil
cidadãos que subscreveram a Petição de Referendo, na mensagem que acompanha
a promulgação da Lei da PMA. Nas palavras do Senhor Presidente, é merecedora
de todo o respeito a iniciativa prosseguida pelo Comité, à qual aderiram
milhares de pessoas, movidas pelo ímpeto civilizacional dum povo que não se
revê na modalidade em que foi elaborado o quadro geral das técnicas de
procriação artificial.
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Na já referida mensagem, são
enunciados vários limites à regulamentação necessária à lei agora
promulgada. A preocupação com a protecção efectiva da vida humana
embrionária, a concordância da lei com os compromissos internacionais do
estado português e as preocupações sobre a composição e actuação do futuro
Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida, cujo trabalho será
determinante num contexto de prossecução de técnicas de reprodução
assistida, são três das questões fundamentais que nos moveram na exigência
de uma discussão pública ampla, plural e participada.
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Finalmente, lembramos que a
iniciativa popular de pedido de referendo sobre a matéria continua em curso,
como bem sublinha o Senhor Presidente da República, sendo que a nossa acção
não terminou, tendo o Comité entregue no passado dia 10 de Julho,
segunda-feira, a instrumental proposta de lei, por nós elaborada, no
seguimento do despacho do Senhor Presidente da Assembleia da República.
Deixamos, então, bem claro, que o processo não está encerrado, tendo apenas
seguido um rumo diverso, estando em apreciação o pedido dos 82 mil cidadãos
que reivindicam a discussão de uma lei fundamental para um país que se
queira respeitador dos direitos humanos e que responda às exigências dos
portugueses.
Lisboa, 12 de Julho de 2006
O Comité Pró Referendo à PMA
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