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Esquerda aplaude e direita distancia-se
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Elogios abertos dos partidos de esquerda e alguma reserva crítica
patente na reacção dos partidos do centro-direita acolheram a
decisão de Cavaco Silva, que ontem promulgou a lei sobre procriação
medicamente assistida (PMA), aprovada a 25 de Maio, na Assembleia da
República (AR), por toda a esquerda parlamentar e oito deputados do
PSD. A restante bancada social-democrata e o CDS votaram contra o
diploma, que Cavaco assinou sem encontrar "especiais razões de
mérito" para vetar, conforme deixou claro em mensagem dirigida aos
deputados. O sinal de mais óbvia discordância em relação a Cavaco veio do CDS, partido que defendeu uma consulta popular sobre a PMA. "Esta continua a ser a nossa posição. Discordância com a lei e forte crítica à forma como a AR geriu o processo", afirmou ontem o presidente do CDS, Ribeiro e Castro, numa primeira reacção à decisão do Chefe do Estado. Mais contundente ainda foi o comentário feito pelo deputado democrata-cristão Pedro Mota Soares, que chamou a atenção para as "inconstitucionalidades formais" da lei promulgada por Cavaco que na sua opinião pode "abrir portas perigosas". O PSD evitou comentar a decisão presidencial, limitando-se a elogiar a mensagem de Cavaco à AR: "sensata e oportuna", segundo o líder parlamentar, Marques Guedes. O PS "regozijou-se" por "este dia feliz para Portugal", como o qualificou o deputado Ricardo Ricardo Rodrigues. O BE, pela voz da deputada Ana Drago, declarou-se "satisfeito" e o PCP considerou "positiva" a aprovação da lei.
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