16-11-2006

Procriação Assistida: PS, PSD, PCP, BE e PEV chumbam referendo


PS, PSD, PCP, Bloco de Esquerda e «Verdes» inviabilizaram esta quinta-feira a realização de um referendo sobre Procriação Medicamente Assistida (PMA), projecto que apenas recolheu votos favoráveis da bancada do CDS-PP.

  Também a favor do projecto de resolução, baseado numa iniciativa de cidadãos que propunha a realização de um referendo nacional sobre questões de PMA, votaram as deputadas Teresa Venda e Matilde Sousa Franco, independentes eleitas pelas listas do PS, e o deputado Quartim Graça, do Movimento Partido da Terra eleito pela bancada do PSD.

A deputada independente eleita pelo PS Maria do Rosário Carneiro absteve-se nesta votação.

Durante a discussão em plenário sobre este diploma, que decorreu quarta-feira, PS, PSD, PCP, BE e PEV justificaram o seu voto contra recordando que já existe legislação em vigor sobre a matéria, considerando que não faz sentido convocar agora uma consulta popular.

O projecto de resolução votado em plenário teve por base uma petição subscrita por mais de 70 mil cidadãos.

Esta petição provocou polémica por ter sido entregue no Parlamento no dia da votação final global da lei sobre PMA - já promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva -, o que dividiu os partidos sobre a legalidade da sua admissão.

Num despacho assinado em Julho, quase dois meses depois da petição ter sido entregue no Parlamento, Jaime Gama acabou por a admitir, argumentando que rejeitar a petição subscrita por mais de 70.000 cidadãos seria «usar um procedimento administrativo inaceitável».

Aprovado por unanimidade foi o projecto de resolução do PSD que recomenda a constituição de uma comissão eventual para a política energética.

Na discussão desta proposta, quarta-feira, o PSD justificou a sua recomendação com a importância do sector energético no futuro económico e ambiental do país.

Diário Digital / Lusa