França Autoriza Importação de Células Estaminais
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2004

Os cientistas franceses já podem fazer investigação com células estaminais humanas importadas. Foi ontem publicado o decreto-lei, assinado em conjunto pelos ministros da Saúde, Philippe Douste-Blazy, e da Investigação, François d'Aubert, que permite importar células para este fim, caso se prove que a investigação contribua para avanços científicos.

De acordo com a lei de bioética francesa, aprovada a 8 de Agosto, ficou decidido que imperaria, nos próximos cinco anos, uma moratória de interdição da investigação em embriões humanos, para que os embriões guardados até agora, excedentários das técnicas de reprodução assistida, não sejam indevidamente alvo da lei, uma vez que já existiam antes dela. França tem cerca de 180 mil embriões congelados, disseram os ministros numa conferência de imprensa em Paris.

Para o ministro da Saúde francês, é necessário que os cientistas possam trabalhar entretanto. "Trata-se de deixar os investigadores investigar quando há consideráveis esperanças de desenvolver terapias prometedoras", acrescentou Douste-Blazy, referindo que estas células, capazes de originar todos os tipos de células, poderão vir a ajudar pessoas com problemas cardíacos, diabetes ou a doença de Parkinson.

Para o ministro, é importante que os cientistas franceses possam usar os embriões excedentários, que já não fazem parte de nenhum projecto parental: "É mais útil trabalhar com estes embriões supranumerários do que destruí-los."