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Esses embriões só seriam utilizados no quadro da
investigação sobre o
desenvolvimento das células estaminais e as doenças
genéticas, explicou Chris Shaw, responsável por esta equipa de cientistas.
No Reino Unido, no quadro da legislação actual, não poderiam desenvolver-se
para além do 14º dia e não poderiam, em caso algum, ser implantados no útero
de uma mulher.
«A fertilidade dos coelhos é lendária e poderá ser possível usar células
humanas e transferir o núcleo dessas células para óvulos de coelho», explicou
o investigador.
«Legalmente, a situação não é clara, mas é uma coisa que gostaríamos de
discutir com a HFEA (Autoridade para a Fertilidade Humana e a Embriologia).
O professor Shaw e os seus colegas do King's College têm uma licença comum
com a equipa do
professor Ian Wilmut - pai da ovelha Dolly -, do Roslin
Institute de Edimburgo (Escócia), para clonar embriões humanos com fins
terapêuticos.
Todavia a grande dificuldade dos investigadores britânicos é a falta de
óvulos humanos disponíveis para estas investigações. Actualmente, só podem
recorrer aos óvulos abandonados na sequência de procedimentos de fertilização
in vitro.
Segundo o professor Shaw, já foram realizadas experiências de mistura de ADN
humano com óvulos de coelhos na China, pela equipa do professor Sheng
Huizhen, da Universidade de Medicina número dois de Xangai.
Essa equipa diz ter já criado mais de 100 embriões que teriam sobrevivido até
à fase de blastocitos, o que corresponde ao estádio de desenvolvimento
embrionário precoce (entre cinco e sete dias no homem).
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