• CÉLULAS ESTAMINAIS
Conselho de Ética condena recurso a embriões congelados

O Conselho de Ética para as Ciências da Vida condena a destruição dos embriões congelados resultantes de tratamentos de fertilidade para a utilização de células estaminais. O conselho incentiva à investigação de células estaminais a partir de tecidos adultos, abortos espontâneos ou induzidos.

 

( 19:08 / 28 de Novembro 05 )

 

 

 

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) começa por classificar de «eticamente inaceitável» a «constituição, por fecundação, de embriões humanos exclusivamente para fins de investigação científica, designadamente para deles se obterem células estaminais».

Para o Conselho, «a destruição de embriões criopreservados com o fim específico de obtenção de células estaminais destinadas a investigação constitui uma instrumentalização contrária à sua dignidade».

Contudo, o CNECV considera que «a colheita de células estaminais de embriões, que não é por si própria causa de destruição desses embriões, não levanta objecções éticas».

«O potencial benefício para a humanidade da informação que pode vir a ser gerada pela investigação científica justifica que sejam utilizadas, para tal fim, células estaminais obtidas a partir de embriões retirados de criopreservação por motivos alheios à colheita destas células estaminais», refere o relatório.

O conselho considera que o recurso a células estaminais é uma via promissora para o tratamento de determinadas doenças. Ainda assim, entende que é prematuro criar grandes expectativas sobre a cura dessas doenças.

Paula Martinho da Silva, presidente do Conselho, avisa que ainda há muito para saber sobre este tipo de investigação: «há que ter precaução com as expectativas daquilo que ainda se está a investigar e que ainda não tem respostas seguras».