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Decorreu esta semana, entre 27 e 30 de Abril, o
«Human Genome Meeting 2003», em Cancun, no México. Durante esta
reunião científica, o presidente da Organização do Genoma Humano (The
Human Genome Organisation – HUGO), deixou bem clara a sua posição em
relação aos recentes anúncios de clonagem de seres humanos: «são pura
imaginação». O japonês garante que para conseguir clonar com sucesso um
ser humano, é preciso «muito mais tecnologia e muito mais coisas» do que
os recursos de que a ciência actualmente dispõe.
Este encontro reuniu mais de 500 cientistas e peritos na área do genoma
humano. No arranque dos trabalhos, Toshiyki Sakaki referiu-se ainda ao
feito da sequenciação do genoma humano, já praticamente completa,
frisando que agora se sabe outra coisa: apenas um por cento do genoma do
homem difere de indivíduo para indivíduo. «As diferenças vão permitir
compreender melhor o género humano», explicou o professor da
Universidade de Tóquio, sublinhando que, neste momento, a ciência entrou
na última fase da descodificação do genoma humano.
Sakaki referiu-se ainda às possiveis utilizações do avanço da ciência na
área da genética, mostrando-se confiante «na sabedoria para controlar
toda esta tecnologia e ciência». Apesar de estar optimista em relação ao
futuro, o especialista frisou que existem sempre dois lados da mesma
moeda. Para evitar dissabores devido a este movimento imparável, Sakaki
recomenda que a legislação acompanhe a evolução da ciência. Dado que
todos os avanços tecnológicos se processam de forma extremamente rápida,
«é muito importante adaptar toda a parte legal e social para estar a par
da tecnologia e dos avanços científicos».
Fonte: Lusa |