Infertilidade
nas mulheres: uma situação difícil
Um em cada seis casais tem que lidar com a difícil situação
da infertilidade. Em 40% dos casos este é um problema no feminino.
No nosso país, a população feminina entre os 20 e os 44 anos
é de 1,8 milhões de mulheres e a prevalência de infertilidade ao ano é de cerca
de 14%. As inovadoras técnicas de procriação medicamente assistida proporcionam
algumas das respostas para ultrapassar a infertilidade.
A infertilidade
é um drama actualmente partilhado por muitos casais. Segundo a Organização
Mundial de Saúde, perto de 10% da população tem este problema, o que, traduzido
em números, significa que cerca de 80 milhões de pessoas em todo o mundo vivem
a experiência de não conseguir conceber um filho. Segundo os especialistas,
para que seja admitida esta definição de infertilidade, é necessário que um
casal não consiga dar origem a uma gravidez um ano depois de manter relações
sexuais regularmente sem recorrer a qualquer método anticoncepcional.
Quando é atingido este ponto é preciso passar à fase seguinte, não menos
dolorosa para os envolvidos, que consiste em tentar saber onde reside a causa
da incapacidade. Para isso, são necessárias análises e vários testes que
permitam chegar a um diagnóstico final.
Pode haver a tendência para pensar que a infertilidade é, em regra, um problema
feminino. A Dr.ª Madalena Barata, responsável pelo recém-criado Centro de
Medicina da Reprodução do Instituto de Urologia, mostra qual é a realidade:
«Quarenta por cento dos casos são originados por um problema reprodutor
feminino, em 30% das situações a origem está no homem e noutras tantas são
causadas por problemas comuns aos dois.» Esta especialista explica quais são as
razões mais frequentes de infertilidade nas mulheres: «Os principais factores
prendem-se com a ovulação e com alterações anatómicas da cavidade peritoneal. A doença inflamatória pélvica e a endometriose também levam a aderências e obstrução tubária.» No que diz respeito à ovulação as complicações
podem decorrer da irregularidade ou da total ausência de períodos menstruais.
Quanto à obstrução das trompas de Falópio, este é o defeito anatómico que mais
frequentemente está na origem da infertilidade. Nos países em vias de
desenvolvimento esta é uma situação mais comum, pois é uma consequência directa
da elevada taxa de infecções que atingem o aparelho reprodutor e da alta
incidência de doenças sexualmente transmissíveis.
Ainda no conjunto das causas, sabe-se que 70% das mulheres que sofrem de endometriose passarão pela experiência de infertilidade.
Isto acontece porque estas lesões bloqueiam as trompas de falópio
ou interrompem a ovulação.
Existem ainda problemas da cavidade e do colo do útero, factores imunológicos e
causas desconhecidas que levam a que não haja fertilidade, e consequentemente
gravidez.
Quando optar
pelo tratamento?
A medicina da
reprodução sofreu um grande impulso neste último século. «Até 1833 pensava-se
que o embrião estava pré-formado no corpo da mulher e que o sémen masculino
apenas lhe dava forma e força», conta Madalena Barata.
Desde aí até ter sido concebida a primeira criança por fecundação in vitro, em 1978, foi dado um
passo de gigante nesta área da medicina. E, só no espaço de 22 anos, já
nasceram centenas de milhares de crianças através desta técnica e milhares
através da microinjecção intracitoplasmática,
nascimentos estes que antes dos métodos de procriação medicamente assistida
nunca teriam sido possíveis. E é precisamente nestes métodos inovadores que
reside muitas vezes a última esperança dos casais que lidam com problemas de
fertilidade. «As técnicas de reprodução medicamente assistida são todas aquelas
que englobam a estimulação da ovulação e a punção aspirativa dos folículos ováricos para a obtenção das células reprodutoras
femininas», esclarece a especialista.
Os casais costumam ser aconselhados a recorrer a estes métodos depois de
viverem durante três anos, ou mais, uma situação de infertilidade não
explicada.
«Na população europeia já se realizaram cerca de 200 mil ciclos de reprodução
medicamente assistida e cerca de 480 mil inseminações intra-uterinas», avança
Madalena Barata.
Destas técnicas de reprodução assistida uma das mais conhecidas é a
fertilização in vitro, que
apresenta uma taxa de sucesso de 25% por cada ciclo de tratamento realizado em
mulheres com menos de 40 anos.
Quando este método se mostra ineficaz, existe ainda a possibilidade da microinjecção intracitoplasmática.
«Esta técnica realiza-se quando a qualidade do esperma não permite fecundação in vitro, isto é, não existem
pelo menos 250.000 espermatozóides móveis por cada óvulo que se pretende
fecundar», adianta a médica. As principais preocupações associadas a estes
tratamentos têm a ver com alterações genéticas e com possíveis investigações
científicas envolvendo embriões humanos. No entanto, Madalena Barata acredita
que não há razões para este receio: «Até agora, a maioria dos dados são
tranquilizadores em relação à incidência de malformações em crianças nascidas
por acção de técnicas de medicina da reprodução.»
Resultados do
tratamento
O sucesso de
qualquer tratamento para a fertilidade depende de factores importantes, tais
como:
- Duração da infertilidade antes
do início do tratamento;
- Idade da mulher na altura em
que iniciou o tratamento, pois a fertilidade feminina começa a diminuir
aos 35 anos e reduz-se drasticamente depois dos 40;
- Existência de problemas de
fertilidade no homem.
Novo Centro de
Medicina da Reprodução
No Instituto de
Urologia (IU), em Lisboa está instalado o novo Centro de Medicina da Reprodução,
dirigido pela Dr.ª Madalena Barata. Foi a partir das consultas de andrologia e urologia, que já há algum tempo são feitas
neste instituto, que surgiu a ideia da criação de um novo centro para
reprodução medicamente assistida. A inauguração oficial teve lugar no dia 21 de
Janeiro.
Segundo a médica responsável, a grande vantagem deste novo serviço prestado no
IU «é o facto de estar inserido num ambiente hospitalar, o que permite que o
casal seja acompanhado em todas as fases, desde o momento em que é feito o
diagnóstico de infertilidade».
Em Portugal
existem mais sete centros deste género para dar resposta aos 10 mil casais que
estão em tratamento e aos 252 mil novos casos de infertilidade que surgem todos
os anos.
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da JAS Farma, Comunicação.
Infertilidade está a aumentar em todo o
mundo
Uma nova terapêutica para a infertilidade reduz para menos de metade o
tempo de preparação para a fertilização in vitro, ultrapassando as várias fases do pré-tratamento
tradicional. Evita assim, “uma carga psicológica negativa para o casal e
diminui o tempo de tratamento, desconforto, stress e custos”.
Lisboa, 20 de Março-
Um novo tratamento para a infertilidade reduz para menos de metade o tempo de
preparação para a fertilização in vitro
e outras técnicas de reprodução assistida. Segundo os estudos já realizados,
este período de preparação pode ser encurtado para dez dias e, segundo
especialistas internacionais, é possível melhorar as taxas de sucesso.
“Estes fármacos permitem tratamentos mais curtos, menos ampolas de gonadotrofinas, isto é medicamentos que estimulam a
produção de óvulos, e por outro lado têm uma maior segurança e eficácia que
está demonstrada”, esclarece o especialista em medicina de reprodução,
Cristiano Oliveira, sublinhando que, uma vez que “o tempo de tratamento e as
doses terapêuticas são menores, há vantagens manifestas para o casal”.
Para além disso, alguns estudos demonstraram que doentes tratadas como
tendo um prognóstico “favorável e”“normal” conseguiam uma taxa de sucesso de
mais ou menos 40 por cento por cada ciclo de tratamento.
A nova substância, ganirelix, pertence a uma
classe inovadora de medicamentos para a fertilidade, conhecida como
antagonistas da GnRH (hormona libertadora das gonadotrofinas), cuja função é prevenir uma luteinização prematura, “por outras palavras evita uma
ovulação precoce não desejada, permitindo a recolha de óvulos de qualidade e
com segurança”. Devido ao seu efeito imediato, as várias fases do
pré-tratamento são ultrapassadas e o tempo encurtado.
Para Cristiano Oliveira a redução do tempo de preparação da fertilização
in vitro é um dos grandes
benefícios do tratamento: “um dos aspectos negativos das terapêuticas
convencionais é o facto da mulher ser submetida durante três, quatro semanas a
injecções diárias, o que acaba por ter uma carga psicológica muito negativa.
Portanto, a diminuição do tempo de preparação, “traduz-se numa melhoria
significativa, quer em termos de tempo, desconforto, stress e custos”.
De acordo com o especialista, a infertilidade é um problema mundial que
tem vindo a crescer e “nesse sentido, estima-se que atinge cerca de 6 a 7 por
cento da população. Em Portugal, realizam-se por ano mais de dois mil
tratamentos em termos de reprodução assistida, nomeadamente fertilização in vitro e microinjecção”.
Ao mesmo tempo, tem-se verificado um crescimento muito acentuado do
número de consultas de esterilidade “aumentando necessariamente o número de
casais que realizam este tipo de técnicas para resolver os seus problemas de
infertilidade”.
Para além disso, “a experiência diz-nos que os casais a tratar poderão
ser muito mais do que os que actualmente recorrem às consultas”. Cristiano
Oliveira refere que comparando os dados de Portugal com países com uma taxa
populacional semelhante, nomeadamente, a Grécia e a Holanda, “o número de
tratamentos é duas a três vezes superior”.
Segundo o especialista de reprodução assistida, os casos de infertilidade
dividem-se em 50 por cento de causa masculinos e 50 por cento de causa
femininos e o que se sabe “é que os casos de causa feminina são habitualmente
de resolução mais complicada”, esclarece Cristiano Oliveira, acrescentando que
quando o factor é exclusivamente masculino, consegue-se solucionar o problema
em cerca de 80 por cento dos casos.
Nesse contexto, Cristiano Oliveira refere que o factor psicológico é
muito importante: “a infertilidade em si, cria um grande stress e ansiedade que
necessita muitas vezes de acompanhamento, já que apesar de tudo, estas
terapêuticas têm limitações”. O especialista revela que embora haja uma
evolução e aumento progressivo de ano para ano, a taxa de sucesso das técnicas
de reprodução assistida anda à volta dos 30 por cento por ciclo de tratamento”.
Cristiano Oliveira enumera como problemas mais comuns no homem, a falta
de mobilidade ou diminuição da quantidade e da qualidade de espermatozóides, e
no que diz respeito à mulher, para além da idade, a obstrução das trompas de
Falópio ou a deficiência da ovulação. Por outro lado, “factores associados ao
estilo de vida, como o tabaco, o stress e o aumento do consumo de álcool
parecem condicionar a fertilidade do casal”.
20 de Março de 2003
Técnicas de reprodução assistida têm de ser
rápidas, fáceis e cómodas
A infertilidade está a aumentar no mundo ocidental e são cada vez mais
os casais a precisar de tratamento. Por isso, “é fundamental existirem técnicas
que permitam melhorar os resultados e sejam cada vez mais cómodas para a
doente”. Uma nova terapêutica para a infertilidade reduz para menos de metade o
tempo de preparação para a fertilização in vitro.
Lisboa, 24 Maio - As taxas de infertilidade no
mundo ocidental estão a aumentar e, por isso, são cada vez mais os casais que
precisam de tratamento, revela o especialista britânico de medicina de
reprodução, William Ledger,
dando como exemplo os casos da Alemanha, “em que 2,4 por cento dos novos bebés
nascem através de fertilização in vitro
(FIV), e do Reino Unido, com 0,4 por cento de nascimentos através desta
técnica”.
A idade, a obstrução das trompas de Falópio ou a deficiência da ovulação
e os factores associados ao estilo de vida, como o tabaco, o stress e o aumento
do consumo de álcool, parecem condicionar a fertilidade do casal.
“Por um lado, as mulheres adiam a decisão de terem filhos e quando
surgem aos 35 anos com um problema de fertilidade é muito mais difícil de
tratar do que aos 25. Por outro lado, o aumento de infecções por clamídia nas doenças sexualmente transmissíveis é também
responsável por alguns casos de infertilidade”, considera William
Ledger.
Por isso, segundo o especialista, “é fundamental existirem técnicas que
permitam melhorar os resultados e sejam cada vez mais cómodas para a doente”.
Nesse sentido, um novo tratamento para a infertilidade reduz para menos
de metade o tempo de preparação para a FIV e outras técnicas de reprodução
assistida. Segundo os estudos já realizados, este período de preparação pode
ser encurtado para dez dias, para além de serem necessários menos medicamentos
que estimulam a produção de óvulos, com uma maior segurança e eficácia
demonstrada.
“Estes novos fármacos são um grande avanço, pois embora não melhorem a
taxa de sucesso de uma gravidez, são mais eficazes que os procedimentos
convencionais e mais rápidos, fáceis e cómodos”, sublinha
Ledger.
A substância, ganirelix, pertence a uma classe
inovadora de medicamentos para a fertilidade, conhecida como antagonistas da GnRH (hormona libertadora das gonadotrofinas),
cuja função é evitar uma ovulação precoce não desejada. Devido ao seu efeito
imediato, as várias fases do pré-tratamento são ultrapassadas e o tempo
encurtado.
A redução do tempo de preparação da fertilização in
vitro é um dos grandes benefícios do tratamento. William Ledger explica que “um
dos aspectos negativos das terapêuticas convencionais é o facto da mulher ser
submetida durante três, quatro semanas a injecções diárias, o que acaba por ter
uma carga psicológica muito negativa. Portanto, os novos fármacos estão a
tornar o processo mais fácil para as mulheres, quer em termos de tempo,
desconforto, efeitos secundários ou stress”.
A taxa de sucesso das técnicas de reprodução assistida anda à volta dos
30 por cento por ciclo de tratamento. Segundo William
Ledger, “se uma mulher tiver menos de 37 anos terá
uma gravidez bem sucedida numa em cada três tentativas”.
Lisboa, 26 de Maio de 2003
Problemas para conceber? Técnicas de
reprodução assistida
Todos
os anos aumenta o número de pessoas que recorrem à reprodução assistida
para ter filhos. Isto não significa que haja mais casais estéreis, mas sim uma
maior procura das técnicas de fertilidade, porque os cidadãos têm mais
informações a este respeito. A planificação tardia da primeira gravidez por parte
das mulheres, contribui para aumentar o problema já
que, passados os 35 anos, a fertilidade feminina desce consideravelmente.
Quando um casal
recorre a um centro médico, submete-se a um exaustivo estudo para determinar se
existe alguma circunstância que impeça a concepção. O habitual é começar pelo
homem, porque o seu aparelho reprodutor é mais simples, e seguir com a mulher.
Mas a infertilidade é uma das poucas situações nas quais o paciente, é um conjunto de duas pessoas.
O problema é de
dois, o tratamento é para dois e o êxito ou fracasso é dos dois. Os resultados
das provas determinam o caminho a seguir. Às vezes, o impedimento elimina-se
com medicamentos ou mediante uma pequena intervenção cirúrgica. O futuro é de
esperança e as últimas técnicas permitem solucionar casos, até agora
impossíveis.
Indução Ovárica
Em que consiste
Induz-se a mulher
para que ovule, dando-lhe hormonas mediante
injecções. Em seguida vê-se a evolução dos folículos através de uma ecografia para escolher o dia mais indicado para a
fecundação.
Está indicada
Quando o estudo
de infertilidade não mostra nada anormal e, em geral, em todas as técnicas de
reprodução assistida.
% de êxitos
70% das
mulheres tratadas com hormonas chega a ovular. Metade delas consegue engravidar
no prazo de seis ciclos menstruais.
Inseminação artificial
Em que consiste
Trata-se de
depositar os espermatozoides dentro do útero. O homem
leva o seu sémen ao laboratório. Os biólogos seleccionam os espermatozoides
de maior qualidade e injectam-nos com um cateter, através do colo uterino, com
prévia estimulação ovárica. Se não há espermatozoides de qualidade, recorre-se a um banco de
sémen.
Está indicada
No caso de
infertilidade masculina leve ou moderada, ou de origem desconhecida; ou quando
a mulher tem alterações no muco cervical.
% de êxitos
15-20% por tentativa e 40-60% após quatro tentativas. Com sémen de
um doador: 20-25% por tentativa e 60-70% após quatro tentativas.
Fecundação In vitro
Em que consiste
Há que extrair
vários óvulos à paciente ou a uma doadora e fecundá-los com sémen do
companheiro ou de um doador, no laboratório. Os embriões resultantes (de dois a
quatro) implantam-se no útero. A mulher recebe, antes, estimulação
ovárica.
Está indicada
Quando a mulher
sofre obstrução das trompas, endometriose obstrutiva
ou disfunção ovárica grave; e quando há esterilidade
masculina grave ou severa, ou de origem desconhecida.
% de êxitos
30-50% por tentativa e 40-85% após quatro tentativas. Com doação de
óvulos: 65% por tentativa e 90-95% após quatro tentativas.
Microinjecção
(ICSI)
Em que consiste
Na microinjecção intracitoplasmática
de esperma, injecta-se somente um espermatozóide, devidamente seleccionado,
dentro do citoplasma de um óvulo da paciente ou de uma doadora. O resto do
processo é similar ao da fecundação In vitro.
Está indicada
Quando o esperma
é de muito má qualidade ou falhou a fecundação In vitro.
% de êxitos
A percentagem de
êxitos é idêntica à da fecundação In vitro.
* As percentagens
de êxito variam muito, dependendo do centro médico.
* Os preços
correspondem a centros privados. O tratamento na saúde pública é gratuito,
desde que tenha um sistema de saúde convencionado. Os valores aproximados para
o Ciclo de Fecundação são de 590 contos e para o Ciclo de ICSI, 690 contos.
Direcções:
Particulares Sul:
Centro de
Medicina da Reprodução do Instituto de Urologia Rua Tomás da Fonseca,
Torres de Lisboa, Edifício F, 1600-209 Lisboa. Telefone: 21 721 34 82/ 21 721
34 00.
Clidingo Rua Luciano Cordeiro, 123 r/c D, 1050-139, Lisboa.
Telefone: 21 352 42 47.
Clifer – Clínica de Infertilidade, Lda. Rua Padre
Américo, 1 – C, 1600-548 Lisboa. Telefone: 21 716 58 27.
Estatais Sul:
Maternidade Dr.
Alfredo da Costa – Telefone: 21 318 40 00.
Hospital de Santa
Maria – Telefone: 21 797 51 71.
Particulares
Norte:
Clínica Professor
Alberto Barros – Telefone: 22 550 80 95.
Estatais Norte:
Centro Hospitalar
de Vila Nova de Gaia – R. Francisco Sá Carneiro, 4400 – V. N. de
Gaia. Telefone: 22 377 81 00. l
Hospital Senhora
de Oliveira - Guimarães – Creixomil
– 4800 Guimarães. Telefone: 253 51 50 40.
Fonte: Revista
bebé d’Hoje nº 49
A Infertilidade no século XXI

A infertilidade é, nos nossos dias, um problema que atinge
mais de 18% dos casais com idades compreendidas entre os 20 e os 44 anos de
idade e muitas são as causas que podem levar ao desespero estes casais que
esperam ansiosamente um filho.
Felizmente, a verdadeira infertilidade, ou seja, a
impossibilidade total de conceber um filho, atinge valores percentuais muito
baixos.
Entre as causas mais frequentes da infertilidade verificamos
que na grande maioria dos casais, a mulher tem hoje uma vida profissional
activa e luta por um lugar de destaque na sociedade.
O seu casamento foi em geral cerca dos 25 anos de idade (após
o curso) e nos primeiros anos, o casal dedicou-se a estabilizar a sua vida
familiar e profissional.
A compra da casa, o mobiliário, a compra do primeiro automóvel
e mais importante do que todo o resto - com um
contrato a prazo, não se pode pensar em ter filhos…
Tudo isto, leva a que só mais tarde se pense no primeiro bebé.
O filho
mais ansiado
Após três ou quatro anos de casamento, pensam os pais ser a
altura ideal para conceber o seu tão ansiado bebé.
No entanto, começa a sua frustração, quando após cinco os seis
meses de tentativas, a gravidez, tão desejada, não surge.
As probabilidades de uma gravidez, num casal fértil, são de
90% ao fim de um ano, se esse casal mantiver um relacionamento sexual activo
periódico sem utilizar qualquer anticonceptivo.
Quando não acontece uma gravidez ao fim deste período, é
possível pensar-se num qualquer problema de infertilidade e convém que
consultem um especialista.
A
visita ao ginecologista
Se o casal não frequentou, como deveria ter feito, a consulta
de planeamento familiar, é nesta altura que o médico iniciará todo o processo.
A esta consulta deverão ir os dois e o clínico iniciará com a
história clínica do casal (anomalias genéticas, doenças, tipo de vida, práticas
sexuais, características do ciclo menstrual, características dos
progenitores…).
Não deverá o casal esquecer-se de mencionar qualquer facto,
mesmo que não pareça relevante, pois, ele poderá dar uma pista sobre as causas
da possível infertilidade.
Além das provas habituais o clínico poderá requisitar de
imediato:
* Análises sanguíneas - para traçar o
perfil imunológico do casal.
* Um Espermograma -
este estudo poderá evitar outras provas de maior dificuldade para a mulher,
caso o problema esteja relacionado com os espermatozoides.
- Escassa quantidade
- Fraca mobilidade
- Fraca qualidade
Deverá ser efectuado após 38 horas de abstinência e poderá ser
repetido, visto os valores poderem ser alterados em virtude de uma simples
gripe.
O médico indicará também à mulher que faça um gráfico da sua
temperatura basal durante alguns ciclos, a fim de avaliar a sua ovulação.
Após o resultado destes primeiros exames o ginecologista
poderá mandar realizar um estudo Pós-coito. Este exame, realizado a partir de
uma amostra de fluxo vaginal (após ter o casal mantido relações sexuais num dos
dias férteis), serve para avaliar a compatibilidade entre o muco cervical, o
sémen e a qualidade dos espermatozoides.
Também, para obter informações sobre a permeabilidade das
trompas ou anomalias no útero, o clínico mandará realizar uma histerosalpingografia. E assim começa um longo percurso.
Com o
passar do milénio… a esperança
Há cerca de 33 anos (25 de Julho 1978) nasceu Louise Brown, a primeira bebé-proveta. Leslie Brown, a mãe da bebé, que devido a um defeito nas trompas
de Falópio, tentara desesperadamente ter filhos durante 9 anos, submeteu-se a
uma técnica desenvolvida pelos médicos britânicos Patrick
Steptoe e Robert Edwards, do Hospital de Oldham,
no Reino Unido.
A técnica - fertilização in vitro - como foi baptizada na
altura, consistiu em retirar os óvulos da mãe, colocá-los num tubo de ensaio e
fazê-los fertilizar por contacto com o esperma do pai de Louise.
Quando os óvulos começaram a dividir-se, dando origem a novas células, um
desses óvulos foi implantado no útero de Leslie, onde
se desenvolveu.
Louise, a
primeira bebé-proveta do mundo, nasceu prematura com
2,600 quilos de peso, através de uma cesariana.
Hoje, muito longe vão esses tempos e muitos são os bebés que
através das mais variadas técnicas, nascem em todo o mundo, através de
reprodução medicamente assistida.
Muitos
caminhos para vencer a infertilidade
Com a evolução da ciência, muito embora ainda haja um longo
caminho a percorrer, são poucos os casais que se vêem privados do desejo e
ambição de serem pais.
Alterações genéticas graves num casal ou a falta do útero,
podem ser as poucas causas que impeçam essa ambição.
Entre
as técnicas mais habituais podemos destacar:
- Tratamento Hormonal - Para o homem ou para a mulher, activa a produção e melhora a qualidade
dos óvulos ou dos espermatozoides.
O seu êxito depende da técnica de reprodução assistida que se utilize a seguir
(Inseminação intra-uterina ou FIV- Fecundação in vitro).
- Inseminação intra-uterina - é a técnica menos invasiva e é geralmente confundida com a Fecundação in vitro.
- Fecundação in vitro -
recorre-se a esta técnica quando existe uma obstrução de trompas ou condutos,
um problema ovárico ou ainda se o esperma é de baixa
qualidade.
- Microcirurgia - uma intervenção que consiste em
eliminar mediante um cateter a obstrução da trompa (na mulher) ou o conduto do
sémen (no homem). Esta intervenção é realizada com anestesia geral.
- Injecção intracitoplasmática - é a técnica mais actual e
utiliza-se quando o sémen não é rico em espermatozoides,
ou ainda, quando estes são de baixa qualidade. É uma técnica muito semelhante à
da Fecundação in vitro.
Enquanto que com a Fecundação in vitro, se juntam os óvulos aos espermatozoides
numa proveta, com esta técnica, introduz-se directamente no interior do óvulo
um só espermatozoide. Esta técnica é realizada com
uma micro agulha e um microscópio de alta precisão.
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Com
o passar do milénio a esperança é cada vez maior!
Infertilidade
Linha Verde: 800 200
191 Uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Medicina
Reprodutiva (SPMR) que está preocupada com um problema que afecta milhares de
pessoas.
Eis alguns dos Centros
de Reprodução Medicamente Assistida que poderá contactar, caso esteja
interessada numa consulta.
Onde
pode dirigir-se:
Zona Norte
Hospital de Vila Nova de Gaia
Telef. 22 377 81 00
Hospital de Guimarães
Telef. 25 351 50 40
Fonte:
Revista Mãe Ideal nº 1
Infertilidade masculina: nova técnica com
resultados eficazes
Quarenta por centos dos casos de infertilidade devem-se a factores
masculinos. Até há pouco tempo, não existia tratamento médico ou cirúrgico
eficaz para este problema. O desenvolvimento da ICSI (injecção intracitoplásmica de espermatozóides) representa, no
entanto, uma solução eficaz para a infertilidade masculina. A infertilidade
atinge, nos países industrializados, cerca de 15 % dos casais. Em 40 % dos
casos, esta situação deve-se a causas masculinas. No entanto, só recentemente a
medicina da reprodução conseguiu encontrar uma resposta eficaz para o problema
da infertilidade masculina.
"Temos prestado uma atenção especial às mulheres porque os
problemas de infertilidade feminina são mais fáceis de tratar" explicou Pierre Boyer, chefe do
laboratório de Medicina da Reprodução do Hospital St.
Joseph.
De acordo com o investigador, as causas masculinas de infertilidade
ganharam uma atenção especial desde que se começou a utilizar a ICSI (injecção intracitoplásmica de espermatozóides). Antes do
aparecimento desta técnica, não existia tratamento médico ou cirúrgico eficaz
para oferecer ao casal com problemas de infertilidade masculina.
"Hoje, olhamos para a infertilidade masculina com atenção redobrada
porque podemos tratá-la com significativa eficácia" confirma Pierre Boyer, acrescentando que
"a ICSI proporciona uma taxa de sucesso muito positiva, idêntica à FIV
(fertilização in vitro)
"tradicional".
A ICSI consiste na injecção de um único espermatozóide através de uma micropipeta no citoplasma do ovócito
sob vigilância microscópica. Cerca de 48 horas depois do processo de microinjecção são transferidos para o útero dois a três
embriões. Este método vem resolver grande parte da infertilidade masculina,
cujos resultados eram até agora frustrantes quando comparados com os obtidos no
tratamento da infertilidade feminina.
Alguns estudos internacionais sugerem que ao longo do tempo se tem
verificado uma diminuição do número e qualidade de espematozóides
(uma situação que pode dever-se a factores de toxicidade ambiental), contribuindo
para o aumento dos casos de infertilidade masculina.
Graças aos progressos científicos, 60 % dos casais conseguem obter uma
gravidez quando submetidos a tratamento adequado. A medicina da reprodução
continua, no entanto, sem solução para o risco das gravidezes múltiplas. Evitar
esta situação é, na opinião de Pierre Boyer, o desafio que se coloca aos especialistas na próxima
década.
1 de Março de 2002
Infertilidade masculina: 40% dos casos devem-se a
factores masculinos
Quarenta por cento dos casos de infertilidade devem-se a factores
masculinos. Até há pouco tempo, não existia tratamento médico ou cirúrgico
eficaz para este problema.
O desenvolvimento da ICSI (injecção intracitoplásmica
de espermatozóides) representa, no entanto, uma solução eficaz para a
infertilidade masculina.
Lisboa, 30 de Abril - A infertilidade atinge,
nos países industrializados, cerca de 15 por cento dos casais. Em quarenta por
cento dos casos, esta situação deve-se a causas masculinas. No entanto, só
recentemente a medicina da reprodução conseguiu encontrar uma resposta eficaz
para o problema da infertilidade masculina.
“Temos prestado uma atenção especial às mulheres porque os problemas de
infertilidade feminina são mais fáceis de tratar”, explicou Pierre
Boyer, chefe do laboratório de Medicina da Reprodução
do Hospital St. Joseph.
De acordo com o investigador, as causas masculinas de infertilidade
ganharam uma atenção especial desde que se começou a utilizar a ICSI (injecção intracitoplásmica de espermatozóides). Antes do
aparecimento desta técnica, não existia tratamento médico ou cirúrgico eficaz
para oferecer ao casal com problemas de infertilidade masculina.
“Hoje, olhamos para a infertilidade masculina com atenção redobrada
porque podemos tratá-la com significativa eficácia”, confirma Pierre Boyer, acrescentando que
“a ICSI proporciona uma taxa de sucesso muito positiva, idêntica à FIV
(fertilização in vitro)
“tradicional”.
A ICSI consiste na injecção de um único espermatozóide através de uma micropipeta no citoplasma do ovócito
sob vigilância microscópica. Cerca de 48 horas depois do processo de microinjecção são transferidos para o útero dois a três
embriões.
Este método vem resolver grande parte da infertilidade masculina, cujos
resultados eram até agora frustrantes quando comparados com os obtidos no
tratamento da infertilidade feminina.
Alguns estudos internacionais sugerem que ao longo do tempo se tem
verificado uma diminuição do número e qualidade de espematozóides
(uma situação que pode dever-se a factores de toxicidade ambiental),
contribuindo para o aumento dos casos de infertilidade masculina.
Graças aos progressos científicos, sessenta por cento dos casais
conseguem obter uma gravidez quando submetidos a tratamento adequado. A
medicina da reprodução continua, no entanto, sem solução para o risco das
gravidezes múltiplas. Evitar esta situação é, na opinião de Pierre
Boyer, o desafio que se coloca aos especialistas na
próxima década.
30 de Abril de 2002
Infertilidade: novo método encurta preparação para
técnicas de reprodução
A infertilidade é um problema que afecta cerca de 15 por cento dos
casais em Portugal. A apresentação recente de uma nova terapêutica, mais segura
e mais prática, permite a esses casais um tratamento de curta duração e menos
penoso fisica e psicologicamente.
Lisboa, 22 de Maio - A infertilidade é
reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma doença, pelo que
recomenda aos países da Europa que estabeleçam medidas de combater e tratar
esta doença. Em Portugal, cerca de 15 por cento dos casais enfrentam problemas
de infertilidade. Segundo o Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da
Reprodução, Prof.João Luís Silva Carvalho, “há uma
forte tendência para que essa percentagem venha a aumentar”.
A doença implica a necessidade de recorrer a tratamentos de fertilidade,
que embora “estando muito melhores continuamos mal”, disse o especialista,
explicando que, “por um lado, as taxas de sucesso dos tratamentos ainda são
baixas e, por outro, os tratamentos são penosos, stressantes
e muito prolongados”.
Assim sendo, uma das principais evoluções será investir em torná-los
mais fáceis, de curta duração, menos penosos e “se possível também mais
baratos”. Sob estes pontos de vista, o novo método -
FSH recombinante – cuja nova apresentação terapêutica
foi apresentada recentemente, é um avanço significativo.
O fármaco está disponível no mercado desde 1996, com indicação para a
infertilidade feminina, mas está agora indicada para ambos os sexos, numa nova
apresentação (caneta), mais segura (agulha de menor calibre e menor volume de
injecção) e mais prática (flexibilidade de doses que se adapta a cada caso).
“Esta nova terapêutica,que
alia a FSH recombinante com um antagonista da GnRH, permite a redução do tempo de tratamento que era de
três semanas para dez dias, diminuindo a agressão e a ansiedade do casal”,
comentou Silva Carvalho.
Segundo o especialista, uma das principais causas da infertilidade é a
vida que as mulheres adoptaram na sociedade moderna. “Atrasar a concepção do
primeiro filho para idades mais tardias não é uma boa escolha, uma vez que os
óvulos já não têm a mesma qualidade que têm aos 20 ou 30 anos. Portanto,
engravidar aos 37/ 38 torna-se muito mais difícil”, explica.
“Dados relativos a 1992/93 indicam que cerca de meio milhão de
indivíduos sofriam de infertilidade e, a partir daí, surgiram 10 mil novos
casos por ano”, refere João Luís Silva Carvalho. “É preciso alertar as
entidades oficiais e da saúde para a necessidade de a reconhecer como doença e de
a combater”.
A infertilidade provoca uma situação de inferioridade no casal e há a
noção errada de que alguém tem que ser culpado. João Luís Silva Carvalho diz
que “a infertilidade é uma doença do casal e, por isso, a culpa é conjugal,
contudo esse é um dos principais motivos que leva o casal a atrasar a procura
de um especialista”.
“Não há culpa, há factores múltiplos que causam a infertilidade”, alerta
o especialista. Os factores masculinos são hoje tão prevalentes quanto os
femininos. “Podemos dizer que em 1/3 dos casos o factor é feminino, em 1/3 é
masculino e em 1/3 é dos dois”.
Lisboa, 22 de Maio de 2003
Mega estudo confirma segurança da única técnica
eficaz para tratar infertilidade masculina
Um em cada seis casais é confrontado com problemas de infertilidade em
determinado momento da vida. Quarenta por cento destes casos devem-se a causas
masculinas, que encontram na ICSI (injecção intracitoplasmática
de espermatozóides) a única técnica eficaz para tratar este tipo de
infertilidade.
Um estudo realizado por especialistas da Free University de Bruxelas vem agora confirmar a segurança da
ICSI, revelando que a sua utilização não comporta riscos acrescidos de
malformações congénitas.
Um dos maiores estudos sobre reprodução medicamente assistida revela que
as crianças concebidas através da única técnica eficaz para a infertilidade
masculina - ICSI (injecção intracitoplasmática
de espermatozóides) - não têm risco acrescido de malformações congénitas nem
apresentam um desenvolvimento mental inferior às restantes crianças.
O estudo, elaborado por especialistas em Medicina da Reprodução da Free University de Bruxelas,
avaliou os dados recolhidos nos primeiros nove anos de utilização da ICSI e nos
17 anos de prática de fertilização in vitro (FIV) e revelou que as crianças nascidas com a ajuda
de qualquer um dos métodos apresentam um desenvolvimento mental idêntico à
população geral.
Quinze por cento de todos os casais são confrontados com problemas de
infertilidade, que em cerca de 40 por cento dos casos se devem a causas
masculinas. A injecção intracitoplasmática de
espermatozóides (ICSI) é, actualmente, a única técnica eficaz para tratar a
infertilidade masculina.
A ICSI consiste na injecção de um único espermatozóide através de uma micropipeta no citoplasma do ovócito
sob vigilância microscópica. Cerca de 48 horas depois do processo de microinjecção são transferidos para o útero dois a três embriões.
Este método vem resolver a maior parte dos casos de infertilidade
masculina, cujos resultados eram até agora frustrantes quando comparados com os
obtidos no tratamento da infertilidade feminina. Cerca de 70 por cento dos ovócitos submetidos a esta técnica fertilizam, evoluíndo para embriões de boa qualidade e apresentando
índices de gravidez idênticos à FIV tradicional.
Aplicada desde 1992, a ICSI veio levantar uma série de questões que
punham em causa a segurança da sua utilização. Isto porque, segundo alguns
especialistas, as barreiras naturais da fertilização são ultrapassadas e o
esperma não é escolhido por selecção natural mas pelo embriologista, podendo
existir problemas a nível genético .
Este estudo, que desde 1992 já envolveu perto de 3000 crianças, vem
então demonstrar que o recurso à ICSI não comporta riscos acrescidos de
malformações congénitas nem atrasos no desenvolvimento mental comparativamente
à população em geral.
Infertilidade
As
alterações dos padrões demográficos ocorridas nos últimos 50 anos nos países
desenvolvidos colocam os problemas da baixa de natalidade e da renovação de
gerações como das questões mais sensíveis das sociedades contemporâneas,
antevendo-se-lhes significativas repercussões para os próximos decénios.
De um grande número de nascimentos e elevada taxa de mortalidade
infantil, característicos do princípio do século, transitou-se para uma
estrutura familiar mais pequena, mas também com mais saúde e melhores condições
socioeconómicas.
No entanto, a transição não se fez sem custos e, na Europa, o número de
«crianças por mulher» é insuficiente para assegurar, a curto prazo, a
substituição das gerações. Em Portugal, o crescimento natural é mínimo, com uma
taxa de crescimento efectivo muito baixa.
Não cabe, aqui, analisar os fenómenos políticos, económicos e sociais
que provavelmente constituem a principal causa da baixa de natalidade. Nem
sequer o importante papel desempenhado pela enorme divulgação e utilização de
meios anticonceptivos simples e de grande eficácia.
Mas vem a propósito salientar o contributo de numerosos casos de
infertilidade, de que se verifica uma progressão crescente e que a coloca como
um dos mais importantes problemas de saúde das sociedades modernas.
Nos nossos dias, a infertilidade é não só um problema que perturba
gravemente o bem-estar individual e familiar e a inserção social dos casais,
devendo ser incluída nos actuais conceitos de doença, como também importante
aspecto de saúde pública.
Por esse motivo, a Organização Mundial de Saúde, através do seu Regional
Office for Europe, recomenda aos diferentes países
que determinem a prevalência da infertilidade nas suas populações e estabeleçam
as respectivas causas. Insiste que sejam avaliadas as capacidades de resposta
médica e social face aos casais inférteis existentes.
A incidência da infertilidade é extremamente difícil ou mesmo impossível
de estabelecer, quer pelas diferentes definições utilizadas, quer pelas grandes
variações regionais e pelas distintas metodologias de avaliação. No entanto,
pode observar-se em diversos estudos: em Inglaterra, uma prevalência de 17%, na
Escócia 14% e em França 14,1%.
Nos EUA, alguns referem 8,5%, o que significa 4,9 milhões de mulheres, e
outros uma prevalência de um
em cada seis casais (16,6%), com o aparecimento de 500.000 novos casos por ano;
em 1987 avaliavam-se entre 50 a 80 milhões o número de indivíduos (10 a 20% do
total de casais) com queixas nesta área e estimava-se o aparecimento de cerca
de 2.000.000 de novos casos de infertilidade conjugal por ano.
Em Portugal, calcula-se que cerca de 500.000 indivíduos em idade de
procriação sofram de infertilidade e que 10.000 novos casais por ano tenham
problemas de reprodução.
De facto, o número de problemas relacionados com a esfera da fecundidade
encontra-se em ascensão. Sendo, pois, uma situação frequente, em que para
qualquer grupo etário se verifica um aumento progressivo de prevalência, e numa
época em que a Medicina adquiriu vertentes comunitárias e sociais de relevo, as
alterações da fecundidade assumem cunho de grande importância.
Os estudos organizados e dirigidos pela Organização Mundial de Saúde
mostram que na infertilidade existe um contributo feminino em pelo menos 52%
dos casos. Um contributo masculino ocorre numa percentagem ligeiramente
inferior. Mas em cerca de 1/3 das situações os motivos para ocorrência da
doença situam-se em ambos os membros do casal.
Sem dúvida que de responsabilidade partilhada é o adiar da primeira
concepção para idades tardias da vida reprodutora da mulher. Nos nossos dias, a
tendência geral caracteriza-se pelo protelar da primeira gravidez, por razões
várias, designadamente de natureza socioeconómica e profissional, seguindo-se
uma exigência de concretização imediata de fecundidade.
Mas, para além de o processo de reprodução humana ser de baixa
rendibilidade e requerer tempo para se realizar, a análise de diversos registos
mostra que a proporção de casais presumivelmente férteis que não conseguem
gravidez aumenta progressivamente com a idade feminina.
A magnitude do problema é tal que alguns pensam que o importante aumento
do número de casais inférteis não é devido à crescente incidência de causas e
riscos, mas apenas a uma progressiva tendência de adiamento da primeira
gravidez para a 4.ª década da vida, ou seja, para idades em que é mais provável
a ocorrência de infertilidade.
De facto, verifica-se uma indiscutível diminuição da fecundidade da
mulher a partir dos 30 anos, com um declínio que se acentua marcadamente a
partir dos 35, atingindo-se níveis mínimos aos 45 anos de idade.
Independentemente de o desenvolvimento científico e tecnológico ter
colocado ao nosso alcance novos medicamentos e técnicas que nos permitem
solucionar a esmagadora maioria das situações de infertilidade conjugal, a
mensagem que gostaríamos de deixar, neste Dia da Mulher, é que, por vezes,
conceder prioridade cronológica a aspectos de satisfação económica e
profissional pode comprometer o que para muitas mulheres é o seu principal
desígnio de realização pessoal e familiar.
Prof. Doutor João Luís Silva Carvalho
Professor da Faculdade de Medicina do Porto.
Secretário-Geral da Sociedade Portuguesa de Ginecologia
Artigo publicado no Jornal da Mulher em comemoração do Dia internacional
da Mulher - 8/3/2003
Infertilidade
atinge 10 a 15 por cento dos casais portugueses
Existem várias formas de tratar a infertilidade, um problema que atinge
cerca de 10 a 15% dos casais portugueses.
No entanto, qualquer que seja o tratamento só deve ser posto em prática
depois de um exaustivo estudo do casal e das suas condições médicas. Desta
forma, são evitadas gravidezes múltiplas cujo impacto, social e económico, é
muito negativo.
Lisboa, 14 de Abril - A infertilidade é um
problema que atinge cerca de 10 a 15% dos casais portugueses, sendo por isso
cada vez mais procuradas as consultas de infertilidade e, por consequência, os
tratamentos de fertilização. “Verifica-se que, actualmente, por questões
sociais e profissionais os casais procuram ter filhos cada vez mais tarde”,
comentou Isabel Reis, ginecologista, responsável pelo serviço de medicina
reprodutiva do Hospital da Senhora de Oliveira, em Guimarães, durante o
Simpósio sobre Gravidez Múltipla.
Os factores que explicam a incidência da infertilidade têm, na opinião
de Isabel Reis, que ver com “o facto de as mulheres com mais de 30/35 anos já
terem mais dificuldade em engravidar, sendo por isso aconselhável que a
gravidez aconteça mais cedo. Por outro lado, existe uma maior incidência de
doenças sexualmente transmissíveis, desenvolvendo outro tipo de problemas que
vão dificultar a gravidez. Por fim, a questão masculina tem um enorme peso,
havendo uma interferência de cerca de 50 por cento do factor masculino”.
Existem várias formas de tratar a infertilidade, no entanto “qualquer
que seja o tratamento só deve ser feito depois de um completo estudo do casal,
para averiguar a causa (alterações das trompas, endometriose,
alterações hormonais, factores masculinos, etc)”. Só
depois se recorre às técnicas de reprodução medicamente assistidas.
Estas técnicas são as mais utilizadas em Portugal, no entanto, conforme
explica Isabel Reis, “tem de haver muita ponderação ao tratar este assunto
porque qualquer tratamento para a infertilidade tem riscos acrescidos de
gravidez múltipla e o casal tem de saber disso”. E acrescenta: “cada vez mais
tentamos fazer o controlo das induções da ovulação, quer por meios analíticos,
quer ecográficos, porque é preciso ter muito cuidado
ao administrar a dose e a medicação de modo a ter a situação o mais controlada
possível”.
Actualmente há tendência para que sejam transferidos cada vez menos
embriões, seja nas técnicas de fertilização in vitro, ou de microinjecção. “Com
a melhoria das culturas onde se encontram os embriões e do estudo exaustivo da
situação do casal, apenas um ou dois embriões são transferidos. Transferir um
embrião pode ser a solução para não arriscarmos uma gravidez múltipla”, explica
a especialista.
Segundo os especialistas, a tendência é para haver tratamentos cada vez
mais curtos, mais acessíveis, mais práticos de serem efectuados, que interfiram
menos na vida do casal e com melhores resultados. As pesquisas sugerem que o
implante de um só embrião pode ajudar a reduzir a elevada taxa de gravidezes
múltiplas associadas às tecnologias de reprodução assistida.
“Temos que pensar e ponderar muito bem os custos e os benefícios dos
tratamentos que resultam em gravidezes múltiplas”, argumenta a especialista.
Lisboa, 14 de Abril de 2003
Conheça o Centro de
Medicina Reprodutiva de Lisboa
Lisboa conta
agora com um novo centro de medicina de reprodução, a funcionar no Instituto
de Urologia, que pretende dar uma resposta, embora a um custo elevado, aos
casais que querem mas não conseguem ter filhos.
Sob a direcção da
doutora Madalena Barata, este novo centro possui técnicas como a inseminação in vitro e a microinjecção
intracitoplástica. Esta unidade terá ainda ao dispor
dos casais estéreis e com problemas de infertilidade a congelação do esperma e
de embriões, no entanto só em casos clínicos.
O centro situa-se
no Instituto de Urologia facto que, segundo Madalena Barata, representa uma
mais valia em relação às unidades particulares já existentes: "como está
inserido num ambiente hospitalar permite que o doente seja acompanhado em todas
as etapas desde o momento em que fez o diagnóstico de
infertilidade", explicou.
A ideia da
criação de um centro para procriação medicamente assistida surgiu a partir das
consultas de Andrologia e Urologia, que são feitas já
há algum tempo naquele instituto.
Desenvolvimento e modernização
Com um ambiente
agradável e confortável (as paredes são pintadas com cores suaves), e uma
tecnologia altamente avançada, esta nova unidade tem como objectivo a
modernização e o incentivo do desenvolvimento da medicina reprodutiva no nosso
país.
Conta com uma
sala de espera; um departamento onde é feito o diagnóstico inicial (através do ecógrafo é feita a monitorização da ovulação); um espaço
para a desinfecção cirúrgica antes de entrar na sala de transferência de
embriões que, por sua vez, comunica com o laboratório central. Este laboratório
dispõe de uma área de trabalho central e lateral.
Além das técnicas
anteriormente referidas um dos projectos é fazer com que seja possível a biópsia testicular. Finalmente, na sala de crio, são
congelados os embriões e as amostras de esperma e tecido testicular.
Segundo Madalena
Barata "os principais factores de infertilidade prendem-se com a ovulação
e com alterações anatómicas da cavidade peritoneal."
"A doença inflamatória pélvica e a endometriose
também levam a aderências e à obstrução tubária",
explicou.
Custos e filas de espera
Relativamente aos
custos, estes serão elevados, principalmente porque, como referiu a directora,
"a esterilidade não é uma doença e, por isso, os seguros de vida não os
contemplam".
A boa notícia é a
ausência das longas e morosas listas de espera (tal como não existem nos outros
centros particulares), o que não acontece nos hospitais públicos onde os
pacientes chegam a esperar três anos para a aplicação das técnicas de
procriação medicamente assistida, como é o caso do Hospital de Santa Maria ou
Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.
Nestes locais as filas de espera são intermináveis e conseguir não tanto uma
consulta mas sim aceder às técnicas de procriação medicamente assistida,
torna-se complicado. O resultado são casais que
demoram anos a andar de um lado para o outro juntando-se o mal-estar e o stress
que geram os testes a que são submetidos, além do sentimento de frustração cada
vez que um tratamento fracassa.
O segredo é nunca
desistir, se bem que para isso seja preciso ter dinheiro. Para fazer uma ideia,
cada ciclo de fecundação in vitro
ronda os 550 contos, um ciclo de inseminação artificial 75 mil escudos e uma microinjecção 750 mil escudos, por exemplo.
Fonte: revista
"Bebé d’Hoje"
Estudo
sobre fertilidade revela: mulheres conhecem mal o ciclo reprodutivo
Um estudo sobre fertilidade revela que a maioria das mulheres está mal
informada acerca do seu ciclo reprodutivo e muitas subestimam o risco de
infertilidade, acreditando que apenas uma em cada 50 mulheres sofre deste
problema, quando na realidade esse risco é de uma em cada dez.
Perante estes resultados “chocantes”, a Associação Americana de
Infertilidade decidiu promover uma vasta campanha de informação.
Lisboa, 7 de Novembro - A
maioria das mulheres está pouco informada acerca do seu ciclo reproductivo e muitas têm conceitos errados sobre o que
pode afectar ou preservar a fertilidade, revela um estudo levado a cabo pela
Associação Americana de Infertilidade (AAI). Segundo este estudo, apenas uma em
12 382 mulheres conseguiu responder correctamente a questões relacionadas com o
ciclo reproductivo.
“É chocante que apenas uma em mais de 12 mil mulheres tenha conseguido
responder de forma correcta a questões que dizem respeito ao seu corpo”, afirma
Pamela Madsen, directora
executiva da AAI, defendendo que “estes resultados demonstram claramente que
existe uma séria lacuna na informação sobre fertilidade”.
De acordo com os investigadores, cerca de 60 por cento das questões
levantadas neste estudo foram respondidas de forma incorrecta.
Oitenta e oito por cento das mulheres sobrevaloriza em cinco a dez anos
a idade a partir da qual a fertilidade começa a decrescer e 28 por cento
subestima o risco de infertilidade, acreditando que apenas uma em cada 50
mulheres sofre deste problema, quando na realidade esse risco é de uma em cada
dez mulheres.
Por outro lado, a maioria das inquiridas revelou um conhecimento
razoável acerca da prevenção da gravidez, embora não tenha noção de que alguns
métodos podem comprometer a fertilidade enquanto outros preservam-na.
“Em geral, os médicos não falam sobre as formas de preservar a
fertilidade”, defende Richard Scott,
especialista em medicina de reprodução e co-autor do estudo, sublinhando que
“ter uma história clínica normal não significa que não existam problemas de
infertilidade”.
Perante estes resultados, a AAI decidiu lançar uma campanha educativa
com o objectivo de melhor informar o público acerca destas questões. “As
mulheres têm que estar melhor informadas de modo a que possam tomar decisões
mais conscientes acerca de constituir família”, justifica Pamela
Madsen.
07 de Novembro de 2001
Faltam médicos
A Ginecologia,
que vem do grego e quer dizer «Ciência da Mulher», tem um alcance muito mais
lato, pois estuda e abrange muito mais do que a biologia e a fisiopatologia do aparelho genital feminino. Engloba
aspectos fisiológicos e todas as alterações que advêm do ritmo alucinante da
vida moderna.
Por outro lado,
a Obstetrícia, que tem a sua origem no latim e traduz a «arte de fazer partos»,
tem também hoje um sentido muito mais lato, pois engloba toda a patologia que
pode acompanhar a gravidez e a sua evolução até à assistência ao parto, com a
probabilidade de previsão dos acontecimentos. O diagnóstico pré-natal e a
avaliação genética permitem-nos estudar de igual modo um campo imenso de uma
Obstetrícia muito mais aliciante.

«Parece assim
evidente que o que chamamos Obstetrícia é só uma parte da Ginecologia e ambas
abrangem hoje a fisiologia reprodutiva feminina, a patologia de todo o aparelho
genital feminino e os fenómenos da sexualidade, o estudo de complexos
mecanismos endócrinos e de outro tipo», afirma a Dr.ª Maria Teresa Osório,
directora do Serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia do Porto.
Segundo aquela ginecologista, actual presidente da Sociedade Portuguesa de
Ginecologia (SPG), esta especialidade «mudou consideravelmente nas últimas
décadas».
E justifica:«Tornou-se muito mais aliciante, abarca cada vez mais
campos. Saída da Cirurgia, adquiriu um contexto anatomopatológico,
fisiopatológico, endócrino, extraordinariamente
importante e enriquecido com as actuais aquisições na área da Imunologia, da
Genética, da Biologia Molecular, da Medicina Psicossomática e nas novas
tecnologias de diagnóstico e tratamento, desde a Ultra-sonografia
à Endoscopia.» «A Ginecologia é, afinal, como todas as Ciências Médicas, uma
disciplina em evolução. E esta evolução é tão rápida que necessita uma
actualização constante, o que constitui uma das principais preocupações da
Sociedade Portuguesa de Ginecologia», diz Maria Teresa Osório. A formação do
ginecologista e obstetra modernos faz-se em três grandes áreas: Materno-Fetal, Medicina da Reprodução e Ginecologia
Oncológica. É exactamente nestas duas últimas áreas que a SPG se tem empenhado.
«Muito há ainda a fazer em termos de política de saúde e de assistência à
mulher, tanto a nível de cuidados primários de saúde, como nos hospitais
distritais e centrais. O levantamento das carências hospitalares e a sensibilização
constante da classe médica e do poder político são atitudes de primeira linha
que as sociedades científicas têm que assumir», refere a nossa interlocutora.
Apesar da
incidência de mortalidade elevada ainda não tem um Programa Nacional de
Rastreio do Cancro da Mama e do Colo do Útero. Na Zona Centro existe uma
cobertura completa de todas as freguesias do distrito de Coimbra em relação ao
cancro da mama. Relativamente ao rastreio do cancro do colo do útero, algo se
tem progredido, mas não com o êxito do rastreio do cancro da mama. «Não temos
um rastreio global de base populacional. Existem no Norte e Sul alguns
rastreios isolados, alguns de base hospitalar. Muito há a fazer neste campo,
com uma sensibilização constante do poder político», sublinha a presidente da
SPG.
Maria Teresa
Osório cita o exemplo do colo do útero, que tem a sua maior incidência a nível
das populações de mais baixo nível socioeconómico, que vivem em promiscuidade,
com início de actividade sexual em idades muito jovens e com parceiros também
promíscuos. São exactamente estas populações que, por dificuldades económicas e
sobrecarga familiar, não têm acesso aos cuidados primários de saúde. O cancro
do colo do útero é a neoplasia genital feminina que
tem maior incidência entre nós (19/100.000 mulheres).
«O que nos
impressiona é que esta neoplasia, que antigamente
tinha o seu pico de incidência pelos 55/60 anos, hoje afecta a mulher em idades
cada vez mais jovens e com formas extraordinariamente agressivas», frisa,
acrescentando: «Atribuímos este facto à liberalização de costumes, à alta
prevalência das doenças de transmissão sexual e à persistência das lesões virusais e muitas vezes à falta de informação das nossas
jovens.» O cancro da mama é, porém, a neoplasia de
maior incidência feminina em todos os distritos de Portugal, menos no de Viana
do Castelo, onde o cancro mais frequente na mulher é o do estômago. O que leva
os médicos a abordar com mais premência este e outros aspectos de Ginecologia,
é porque Maria Teresa Osório defende ser «necessário ampliar os quadros
hospitalares, permitindo aos médicos exercer, para além da sua função
assistencial, a de ensino e de investigação».

Deste modo,
permitir-se-ia aos médicos «preparar grandes acções de profilaxia e prevenção,
ensinando as populações a cuidar da sua saúde, incutindo-lhes regras de
higiene, regras alimentares, alertando-as para os malefícios do álcool, do
tabaco, do uso e abuso dos antidepressivos, incutindo-lhes
regras de vida».atender todos estes campos, na área da
Ginecologia e Obstetrícia, como em tantos outros, «é urgente reformular os
quadros hospitalares, apetrechar tecnicamente os serviços, dar boas condições
de trabalho e pagar melhor aos médicos, tornando a sua actuação mais
aliciante». Ou seja, o descongestionamento dos serviços hospitalares
verificar-se-ia «se nos centros de saúde existissem consultas de especialidade,
nomeadamente de Ginecologia, local onde exactamente se faria a educação das
populações, e uma Ginecologia profiláctica».
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da JAS Farma, Comunicação.
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