Infertilidade

Agora vêm os números. O normal é que os casais que se dirigem a um centro altamente qualificado, como é o IVI levem não seis meses a tentar ter um filho, mas sim seis anos. Estão sob uma grande angústia e fartos de peregrinar por mil locais. «Isto não é um passeio pela praia - diz o Dr. Remohí -. É pesado e setressante. Para um casal jovem, são, que pratique o coito no dia da ovulação, só consegue a gravidez entre 25 e 30 por cento das vezes.

Quem tem problemas deve saber que conta com 35 por cento de possibilidades em cada tentativa, quer dizer, uma percentagem superior à de um casal normal, mas claro, é menos agradável e mais difícil. devem estar conscientes do trabalho que têm pela frente». As inseminações artificiais conseguem uns 14 por cento de êxitos por cada ciclo. A FIV ou microinjecção alcança uns 35 por cento de gestações por tentativa.

A doação de óvulos tem cerca de 50 por cento… Em todos estes processos há um número lógico de tentativas, de 4 a 6; se não se consegue a gestação deve passar-se a outra técnica, porque há algo que falta. Cada patologia é candidata a uma técnica diferente. O importante é consultar quanto antes o ginecologista especializado que procure a solução mais adequada ou remeta as suas pacientes a um centro mais qualificado.

A saúde pública, tão arruinada nos tempos que correm, tem uma política de prioridades e não é fácil ser tratado através da Segurança Social, Assim, há que dirigir-se a centros privados e, isso paga-se caro. Um ciclo de inseminação artificial custa cerca de 361 Euros . uma FIV custa cerca de 2.405 Euros. A microinjecção e a doação de óvulos acima de 3.000 Euros. A conta pode estar em função dos resultados.
Mas, quem quer algo…

O Dr. Remohí diz que «quem tenta, consegue. Qualquer casal pode chegar a ter um filho utilizando a técnica adequada e com paciência suficiente para aguentar equívocos e equívocos». Todos os dias a ciência avança dando solução a problemas que até há pouco tempo eram insolúveis, hoje são resolvidos.

Há um dado que anima: todos os papás que tiveram um bebé graças às técnicas de reprodução assistida, repetem para conseguir o segundo. Os filhos, já se vê, não têm preço.

15% dos casais em idade fértil só podem ter filhos com ajuda médica

Inseminação artificial(Leia mais aqui)

As técnicas de reprodução assistida podem resolver os problemas de esterilidade de muitos casais. A inseminação artificial é uma das mais fáceis. Realiza-se uma estimulação ovárica na mulher com hormonas (geralmente injectadas).

Depois há que fazer uma colheita de sémen do companheiro, seleccionar e capacitar os espermatozoides. A seguir depositam-se no útero através de um cânula. Isto faz-se sem anestesia, não é doloroso; acto contínuo, a mulher pode regressar a casa. E esperar. O êxito por cada inseminação é de 13%.

FIV: Fecundação in vitro

Consiste em extrair o líquido folicular do ovário e comprovar se há um óvulo. Esta célula (pode ser da mãe ou doada) se lhe juntarem 50.000 espermatozoides (do companheiro ou doados) no laboratório. Produz-se a fecundação e 48 horas depois da divisão do embrião, coloca-se através do colo do útero na futura mamã, com uma seringa (transferência de embriões).

Quando as trompas de Falópio estão obstruídas

Os óvulos passam através das trompas de Falópio, órgão reprodutor interno da mulher, e é aqui onde se encontram os espermatozoides com maior mobilidade e que conseguiram lá chegar. Se um deles consegue atingir ao óvulo, produz-se a fecundação. Quando as trompas estão obstruídas, a concepção é impossível. Cerca de 30 por cento dos casos de esterilidade deve-se a este problema, que tem solução. Pode-se corrigir com cirurgia, e se o transtorno for muito sério, recorre-se a fertilização In vitro, técnica com um alto índice de êxitos.

Fonte: Revista Bebé d’Hoje, ed. 17 - infertilidade