Comissão para a Genética Humana debate informação genética


O presidente da Comissão Temporária para a Genética Humana, do Parlamento Europeu, Robert Goebbels acha que a União Europeia deve estebelecer regras éticas comuns o mais abrangentes possível, para que possam acomodar as diferentes posições dos envolvidos.

Após reunião da comissão, Goebbels criticou a directiva que patenteia as invenções na área da biotecnologia declarando-a incompleta. Os outros membros também expressaram a sua preocupação quanto à falta de clareza das regras, concordando que deveria ser estabelecido um fundo europeu extra para a "adição de linhas de conduta puramente éticas".

Quanto à utilização da informação genética, a comissão concordou que tanto o "direito a saber" como o "direito a não saber" devem ser respeitados mediante teste genético. Por isso, a informação revelada pelo teste deve ser protegida e não deverá ser revelada a terceiros. Uma necessária para limitar a discriminação por parte dos bancos ou das seguradoras contra individuos que já foram submetidos a testes genéticos.

Os delegados do Reino Unido, contudo, salientaram a importância das ferramentas estatísticas na pesquisa, afirmando que as bases de dados genéticas são extremamente úteis para combater e compreender determinadas doenças.

Os cientistas ingleses pedem por agora uma proibição internacional à clonagem humana, de modo a prevenir que outros países realizem experiências neste sector.

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Casa dos Bits

 

Parlamento inglês aprova clonagem com fins terapêuticos


O parlamento inglês aprovou ontem, dia 19, a lei que autoriza a pesquisa científica com células precursoras retiradas a embriões humanos com o objectivo de desenvolver novos tratamentos médicos, rejeitando as opiniões de grupos religiosos e de direito à vida que pensam que a cedência conduzirá à clonagem humana.

A proposta, aprovada com 366 votos a favor e 174 contra, vai permitir que os cientistas retirem células de embriões num estado de desenvolvimento muito inicial de modo a ajudar no tratamento de doenças degenerativas como, por exemplo, Parkinson, leucemia e diabetes.

Philippe Busquin, comissário europeu para a área da pesquisa, emitiu um comunicado reagindo à votação do parlamento inglês onde afirmava estar satisfeito com a discussão pública do assunto. "Sabemos que os avanços na área da genética podem trazer muitos benefícios para a saúde", assente, "mas o diálogo entre ciência e sociedade é necessário para que esses progressos e as questões éticas que estes levantam se discutam devidamente".

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Philippe Busquin, comissário europeu para a área da pesquisa, emitiu um comunicado reagindo à votação do parlamento inglês onde afirmava estar satisfeito com a discussão pública do assunto. "Sabemos que os avanços na área da genética podem trazer muitos benefícios para a saúde", assente, "mas o diálogo entre ciência e sociedade é necessário para que esses progressos e as questões éticas que estes levantam se discutam devidamente".

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Parlamento Europeu condena clonagem de embriões


O Parlamento Europeu esteve hoje a braços com a questão da clonagem terapêutica, e embora tenha sido aprovada uma resolução, a diferença entre os votos favoráveis (237) e desfavoráveis (280) foi de apenas 7, enquanto 43 eurodeputados se abstiveram. A Comissão Europeia, através do seu presidente Romano Prodi, tinha optado ainda esta semana por se pronunciara a favor de um debate público sobre este assunto, comunicando que não tinha intenção de legislar sobre o assunto.

A resolução hoje aprovada demonstra uma atitude mais forte do Parlamento europeu, com uma oposição clara a esta prática. A Resolução considera que a clonagem terapêutica - que implica a geração de embriões humanos para exclusivos propósitos de investigação - é contrária às políticas da União Europeia.

O Parlamento refere na resolução a proposta em discussão no Reino Unido - que foi aprovada já pelo Governo mas que deverá ainda passar pelo parlamento inglês - instando o governo britânico a reconsiderar a sua opinião e propondo aos parlamentares que exerçam o seu voto de consciência vetando este tipo de clonagem.

Ao mesmo tempo, a resolução do Parlamento apela a todos os Estados Membros para que aprovem legislação que proíba toda a investigação em qualquer tipo de clonagem humana no seu território e preveja sanções penais para as infracções à regra.

Segundo o comunicado, o Parlamento não condena a investigação científica no domínio da biotecnologia, desde que seja compensada por estritas restrições éticas e sociais e pede à Comissão Europeia que não seja financiada com dinheiros comunitários oriundos do Quinto Programa-Quadro de Investigação nenhum Instituto de Investigação que esteja envolvido na clonagem de embriões humanos.

Este ponto de vista expresso pelo Parlamento, embora com grande divisão de opiniões, deverá transparecer numa comissão temporária que poderá ser criada para apreciar as questões éticas e jurídicas suscitadas pelos desenvolvimento no domínio da genética humana.

O Parlamento exorta ainda a Comissão Europeia a incluir na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia - ainda em preparação - a proibição da clonagem de seres humanos em todas as fases do seu desenvolvimento, adiantando ainda que deveria haver a nível das Nações Unidas uma proibição Universal para esta prática.

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